- Verifique quem são o incorporador e o construtor. É importante obter informações junto ao Procon (ou em outro órgão público) a respeito da idoneidade do vendedor, se existem queixas contra ele e de que natureza são elas;
- Visite imóveis já erguidos pela construtora. Procure saber com algum morador se houve problemas com a construção e o que ele pensa da qualidade do imóvel que comprou, inclusive a respeito do acabamento;
- Observe o andar, a vista e se a face do imóvel está mais voltada para o Norte (quente) ou para o Sul (frio);
- O memorial descritivo (documento elaborado pela construtora) do conjunto e de cada uma das unidades de um condomínio vertical (edifício de apartamentos) ou horizontal (casas) deve ser muito claro e detalhado. Se for vago, desconfie: você poderá comprar gato por lebre. É importante notar que eventuais alterações gerais do que está no memorial descritivo só poderão ser feitas por decisão de assembléia de condôminos, respeitando a opinião do construtor quanto à sua viabilidade, afinal, certas mudanças podem influir até na segurança do imóvel;
- Dedique-se a uma análise exaustiva da planta. Avalie as medidas dos cômodos. Lembre que a quantidade de cômodos nem sempre significa conforto;
- Pergunte ao corretor sobre as garagens. Se elas constarão da escritura do imóvel, se terão escrituras à parte, se existirão vagas para todos os moradores, se elas serão fixas ou rotativas, se haverá necessidade de manobrista;
- Observe o tamanho e a funcionalidade das áreas de uso comum (lavanderia, piscinas, sauna, playground, sala de ginástica, salão de jogos, quadras, etc);
- Informe-se sobre a previsão de despesas de condomínio e IPTU, as regras de atualização do preço do imóvel, os juros já incluídos, qual será a empresa financiadora;
- Você deve verificar também a documentação do terreno em que o imóvel está sendo construído. Isto vale para condomínios ou imóveis isolados;
- Verifique se haverá algum sistema de segurança no imóvel (circuito interno de TV, guarita, policiamento motorizado, etc);
- Caminhe pelas redondezas em vários dias e horários diferentes, para observar o trânsito, os moradores, a segurança, etc;
- Pergunte na vizinhança se costuma haver feira livre em frente ao seu futuro imóvel ou se a rua é fechada aos domingos para lazer dos moradores do bairro;
- Olhe em volta do terreno onde o imóvel será erguido. Há áreas vazias? Existe alguma chance das casas vizinhas serem demolidas e, no lugar, subir um arranha-céu que acabará com a sua bela vista? Você deve exigir da construtora informações referentes ao aproveitamento dos locais em torno do imóvel. Isso será fundamental para garantir que o imóvel não seja afetado no futuro com a construção, por exemplo, de um edifício que possa causar a desvalorização e comprometer a segurança, além de ocasionar a formação de sombra sobre o imóvel;
- Informe-se sobre o tipo de zoneamento da área em que será ou está sendo construído o imóvel. Se for em zona em que possam ser instalados estabelecimentos industriais e comerciais de todo o tipo, você correrá o risco de estar comprando um pequeno inferno. Para saber quais são os projetos de desenvolvimento previstos para o local, o comprador deverá pesquisar no Plano Diretor e na Lei de Zoneamento, Uso e Parcelamento do Solo, na Prefeitura da sua cidade. O mapa do município é dividido em áreas e categorias urbanas. Exemplos:
· área de uso estritamente residencial;
· área de uso predominantemente residencial;
· área de uso comercial;
· área de uso mista (residencial e comercial);
· área de uso rural;
· área de usos diversos, etc;
Obs.: cada município do País possui legislação específica sobre o assunto.